Ostracismo

Desde 1995, o Dalai Lama tem ininterruptamente infligido castigos pesados e injustos a praticantes de Dorje Shugden – os quais são todos praticantes completamente inocentes.
Ele separou pessoas inocentes das suas famílias, amigos e comunidade. Como resultado destas acções, milhares de praticantes de Shugden foram forçados a serem refugiados uma segunda vez na sua vida enquanto tentam escapar a estas acções desumanas que existem no mundo moderno, procurando exílio noutros países.
Tão recentemente como a 8 de Fevereiro de 2008, o Dalai Lama expulsou 900 monges dos seus mosteiros.
Troça
A 9 de Janeiro de 2008, ele foi convidado a inaugurar uma sala de preces para uma grande comunidade monástica no Sul da Índia. Durante este evento espiritual ele anunciou publicamente um «referendo à prática de Dholgyal (Shugden)» e propôs uma recolha de votos sobre este assunto até ao prazo de 8 de Fevereiro de 2008.
Desde quando a acção de rezar se tornou objecto de voto político? E desde quando se tornou o voto um jogo de pauzinhos coloridos de «sim» ou «não» sem nenhuma opção do meio/neutra para a abstenção?
Bem, esta é precisamente a natureza do referendo levado a efeito pelo Dalai Lama e é a causa directa para estes 900 monges inocentes serem expulsos dos seus mosteiros. É fazer troça da democracia.
Sofrimento miserável
A maioria destes 900 monges são muito pobres e não têm para onde ir; eles estão a chorar e estão cheios de medo.
O Dalai Lama está claramente a violar a lei da Índia através de infligir esta perseguição religiosa flagrante. Que forma de retribuir a bondade de um país que lhe deu asilo!
O que torna esta situação difícil ainda pior para os monges expulsos é a mensagem agora difundida pelos representantes do Dalai Lama à comunidade tibetana dizendo, «qualquer pessoa que ajude pessoas Shugden terá um castigo semelhante».
Para além disto, os que mantêm a sua fé em Dorje Shugden são publicamente denunciados como sendo «impuros», «traidores da causa tibetana» e «inimigos do Dalai Lama» e são tratados como marginais da sociedade.
«Apartheid» religioso

Juntamente com o seu referendo falso, o Dalai Lama instigou cerimónias públicas de juramento nas universidades monásticas no sul da Índia com o objectivo de tornar impossível a vida social de quem não segue as suas ordens.
Estas cerimónias de juramento realizam-se agora fora de mosteiros na comunidade tibetana por todo o mundo, incluindo na Europa. Eis um exemplo da promessa que são forçados a fazer:
«Eu, cujo nome é …, prometo que daqui em diante, para sempre, em qualquer momento, jamais irei venerar e adorar Dolgyal. E considerando o tipo de pessoas que veneram e adoram Dolgyal, eu prometo nunca partilhar ou experimentar quaisquer bens religiosos ou materiais com eles.»
Os que se recusam a participar nesta paródia não recebem um cartão de identificação e sem este cartão é agora impossível entrar em salas de preces comunitárias, comprar bens em lojas ou obter um visto para viajar.
Os «impuros» foram distinguidos eficazmente e são agora ostracizados no seu dia-a-dia.
Um «apartheid» religioso está a tornar-se uma realidade entre os tibetanos em exílio.
Não existem precedentes de eventos deste tipo na história do budismo tibetano e são completamente inaceitáveis na maioria dos países do mundo moderno. Esta segregação forçada não tem nada que ver com o estilo de vida budista ou com uma sociedade democrática.
Nós no ocidente vimos já tentativas idênticas de demonizar e marginalizar grupos religiosos no passado, condenámo-los correctamente e rejeitámos veementemente estas atitudes.